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Curiosidades

Quais são as Diferentes Certificações do Café?

Quando você compra um produto, qual é o fator de desempate entre as opções, além do preço, é claro?

Bom, podemos dizer que depois do custo, o ponto principal é a qualidade do item.

Já que estamos gastando, que seja algo de uma boa procedência, certo?

Pois é, cada vez mais os consumidores vem se preocupando com detalhes como esse, além da procedência, de onde vem aquele produto, e isso inclui os cafés.

É por isso que as certificações nessa área, que garantem a qualidade de produção do item que você está consumindo, estão se tornando cada vez mais comuns.

O certificado tem como intuito garantir ao consumidor a origem da produção, práticas de cultivo e até o tipo de colheita pelo qual o grão de café passou.

Mas além da qualidade, esse selo também serve para informar o cliente que aquele item em questão teve uma fabricação, do início ao fim, mais sustentável, outro ponto que virou de interesse geral – ainda bem.

Quais são as categorias de certificação?

Café gourmet

Dentro desta categoria estão os cafés arábicas de altíssima qualidade. Trata-se de um grão sem defeitos e com características únicas.

Café de origem certificada

Já o café de origem certificada é aquele que está diretamente ligada a sua região de origem, ou seja, é o grão que conta com as características únicas do local onde é plantado.

Produto orgânico

Como o próprio nome dá a entender, é aquele produto que teve todo o seu cultivo livre de qualquer substância química ou tóxica.

Fair trade

Nesta categoria encontram-se todos os cafés produzidos por agricultores que se preocupam com as condições sociais e ambientais durante a produção do grão.

Certifica minas

O principal objetivo do Certifica Minas é trabalhar boas ações dentro do plantio do café em Minas Gerais.

Criado em 2006, outro ponto trabalhado pela companhia é conseguir agregar o máximo de valor nos produtos com o intuito de fazer estes serem sucesso no mercado externo.

Quais são os principais selos de certificação?

Selo de pureza ABIC

A ABIC possui dois selos: o de qualidade e o de pureza. Este tem como intuito, como o próprio nome já diz, garantir a pureza dos grãos de café. Cerca de duas mil amostras são coletadas e analisadas todos os anos com a meta de monitorar as marcas constantemente.

Isso é feito para que as empresas que já possuem o selo não façam nenhum tipo de alteração em seus grãos.

Aliás, esse selo da ABIC é o único do mundo que avalia a qualidade tanto do café moído quanto do torrado. As outras certificações avaliam, apenas, o grão verde.

Selo de qualidade ABIC

Entre os principais selos de certificação, um dos mais importantes é o da ABIC.

Criada em 1989, esse certificado tem como intuito classificar a pureza do café, além de aumentar o consumo do item por meio da valorização das características únicas de cada grão.

Dentro desse selo, a associação classifica os cafés em quatro categorias: Gourmet, Superior, Extra Forte e Tradicional.

Selos cafés do Brasil

Podemos dizer que os selos do Cafés do Brasil tem um relação bem íntima com o país, isso porque a marca foi criada na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Na época, o selo foi criado como um patrocinador do Instituto Brasileiro do Café (IBC) à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Em 2000, o selo foi registrado como marca oficial.

Selo BSCA

Já com o selo ou certificação da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA, que foi criada em 1991), a meta é valorizar os cafés produzidos no Brasil e oferecer, junto aos produtores, os melhores frutos para o mercado.

Além disso, essa certificação também serve para aprimorar técnicas e incentivar o produtor a investir em um plantio sustentável. Aliás, essa preocupação é tanta que a associação aborda com recorrência temas sociais, ambientais e econômicos.

Selo Orgânico

Apesar de itens orgânicos serem mais comuns atualmente, o Brasil conta com exportações desse tipo de café desde 1990.

Para receber esse selo, o café não pode ter nenhum tipo de adubo químico ou agrotóxico utilizado na produção do grão.

Ele tem como intuito garantir uma produção e, respectivamente, um consumo mais consciente, mais sustentável, oferecendo um item de qualidade para o cliente.

Rainforest AllianCe e UTZ

Outro certificado existente no mercado de café é o da Rainforest AllianCe Certified, que define padrões bem rigorosos de qualidade dentro das propriedades, tanto cafeeiras, quanto em regiões turísticas e com pecuária.

É por meio desse certificado que o consumidor sabe que toda a produção do café que ele está comprando foi baseada em práticas orgânicas.

Mas o selo não pensa apenas no consumidor, também existe uma preocupação com os produtores, e é por isso que esse certificado auxilia igualmente esses empreendedores a crescerem dentro da economia moderna.

Se você se deparar com um café com o selo da Rainforest, quer dizer que você está comprando um item que foi cultivado em um clima adequado, sempre respeitando o meio ambiente onde ocorre o plantio e, claro, diminuindo ao máximo os possíveis danos àquele local.

Em de 2018, a Rainforest juntou-se a UTZ Certified, com o intuito de ter um impacto nacional e internacional muito maior.

A UTZ é considerada um dos certificados mais respeitados no mundo. O selo trabalha para oferecer um cultivo e distribuição de cafés de forma responsável, garantindo total segurança em todos os processos de produção.

A companhia se baseia em duas principais ideologias: a origem do café e como ele foi exatamente produzido. Para isso, o selo criou uma espécie de programa que conta com um sistema de rastreamento, um tipo de pré-certificação, que garante a qualidade do grão desde a produção até a sua torra.

Esse rastreio por todo o processo do café dá ao consumidor a certeza de que está consumindo um produto totalmente certificado.

Outra prática muito legal dentro da UTZ é o treinamento que a companhia dá aos agricultores com o intuito de aprimorar esse processo, que acaba aumentando a qualidade e também o rendimento da produção.

4C

A 4C trabalha com padrões bem altos para garantir condições ideais, tanto econômicas quanto sociais e ambientais dentro da produção e do processamento do grão de café. Essas regras são usadas para garantir um plantio mais sustentável, justo e confiável.

Para que o produtor ganhe esse selo ele tem que seguir todas as regras impostas pela companhia, que se baseiam num plantio sustentável para o café verde.

Índice de Procedência

O selo da IP, Índice de Procedência, está relacionado com o local de origem do produto, seja país, estado, cidade ou mesmo região. Quando algum item tem essa marca quer dizer que ele se tornou famoso por sua tradição, seja como produto ou serviço.

Este selo no café quer dizer que determinada cidade se especializou para oferecer aos seus consumidores um item de qualidade e com traços únicos, em todos os sentidos. Por conta disso, o IP acaba agregando ainda mais valor aqueles grãos.

Para que o produtor possa ganhar esse selo ele precisa cumprir várias exigências, como ter uma pontuação mínima de cafés especiais e também se preocupar com a responsabilidade sócio-ambiental do plantio.

Atualmente, o Brasil detém quatro regiões que foram classificadas com IP. São elas:

  • Pinhal (SP);
  • Alta Mogiana (SP);
  • Oeste da Bahia;
  • Norte Pioneiro do Paraná.

Denominação de Origem

A Denominação de Origem é feita pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI, e é comum que os cafés migrem do IP para o DO.

Para conseguir tal feito o fruto em questão tem que contar com características únicas ligadas a sua região de plantio, o que inclui o terroir, ou seja, solo, relevo, clima e altitude.

Além disso, o produtor precisa também possuir identidade e qualidade, assim como rastreabilidade do grão.

As normas são tão exigentes que apenas duas regiões brasileiras possuem esse selo:

  • Mantiqueira de Minas;
  • Cerrado Mineiro.

Cup of Excellence

O Cup of Excellence, como o próprio nome dá a entender, é uma competição. Esta é realizada com o intuito de reconhecer o trabalho dos produtores de café, em todo o mundo, e premiá-los por seus esforços.

Aqui no Brasil esse concurso é realizado pela BSCA, que tem o apoio da Apex e da ACE.

Para poder se inscrever – existem várias categorias – o agricultor precisa cultivar cafés do tipo Arábica.

E essa participação vai muito mais além de vender o concurso. Estando presente no Cup, o produtor consegue supervalorizar o seu produto, o que obviamente ajuda nas vendas.

Coffee of the Year

O Coffee of The Year é outro concurso que tem como intuito valorizar os grãos de café participantes. Este premia produtores tanto de Arábica quanto de Conilon.

Uma coisa legal do COTY é que além de valorizar o café, estes são provados por consumidores, que votam nos seus preferidos, elegendo os finalistas do concurso.

Fair Trade

A ideologia da Fair Trade ou Fairtrade trabalha em cima da ideia de um comércio solidário e justo baseado na relação que existe entre comerciante e consumidor.

Para isso, investiga-se os direitos e necessidades, tanto do agricultor quanto do consumidor final.

Conclusão

Para quem acha que café é brincadeira, deu para perceber que não só os consumidores, mas principalmente os produtores e o próprio mercado se preocupam em oferecer apenas produtos de qualidade para nós, clientes finais.

O que é ótimo, afinal, quem não gosta de consumir algo de qualidade, não é mesmo?

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